O GÊNERO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL: MATERNALISMO E PATERNALISMO NO ESTADO NOVO BAIANO

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Okezi T. Otovo

Resumo

As décadas de 1930 e 1940 presenciaram uma expansão, sem precedentes, dos programas de cuidados sociais dedicados às mães pobres baianas e suas famílias. Essas iniciativas corporificaram tentativas mais abrangentes do Estado de substituir certos elementos da vida familiar que os médicos reformistas definiam como essenciais para a criação de filhos saudáveis, e consequentemente para o futuro saudável e vigoroso da população brasileira. Embora a política maternalista seja anterior à era Vargas, o Estado Novo proporcionou um novo contexto nacional para os programas de assistência do Estado. A presidência de Getúlio Vargas, cuja imagem construída foi de patrono do Brasil e Pai dos Pobres, teve na política de saúde e de educação da mulher, um forte simbolismo. Ao traçar as experiências e ideologias do movimento maternalista na Bahia durante o governo Vargas, este artigo argumenta que existiu uma tensão entre o esforço nacional para apoiar a classe trabalhadora patriarcal e uma ênfase local sobre mães e mulheres de cor como as ligações entre as famílias pobres baianas e os recursos estaduais.

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Como Citar
OTOVO, Okezi T.. O GÊNERO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL: MATERNALISMO E PATERNALISMO NO ESTADO NOVO BAIANO. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 6, n. 14, p. 110-128, out. 2014. ISSN 2177-2770. Disponível em: <http://www.abpnrevista.org.br/revista/index.php/revistaabpn1/article/view/132>. Acesso em: 19 fev. 2020.
Seção
Dossiê Temático