JOÃO DE NAÇÃO REBOLO, LUIZA DE NAÇÃO BENGUELA E O BATIZADO DO PEQUENO PEDRO: VÍNCULOS PARENTAIS DE AFRICANOS EM DESTERRO, ILHA DE SANTA CATARINA (1788/1850)

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Claudia Mortari Malavota

Resumo

Este artigo tem como objetivo evidenciar e analisar os vínculos parentais estabelecidos por homens e mulheres de procedência africana, sujeitos de diferentes categorias sociais e origens étnicas, no contexto de uma pequena vila portuária ao Sul do Brasil: Nossa Senhora do Desterro, localizada na Ilha de Santa Catarina, no contexto da primeira metade do século XIX. Partimos do princípio de que os estabelecimentos de vínculos parentais constituem, num contexto escravista, uma maneira de criar esperanças e de possibilitar a sobrevivência. Os africanos ao criarem seus vínculos familiares, conferiram sentido às suas vidas e marcaram de forma significativa o espaço social em que viviam. Portanto, analisar e discutir a multiplicidade de experiências dos africanos possibilita compreender especificidades históricas de Santa Catarina e, ao mesmo tempo, abranger a complexidade dos arranjos de convivência, das relações entre cor, condição social, região de procedência e lugar na sociedade do período.

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Como Citar
MALAVOTA, Claudia Mortari. JOÃO DE NAÇÃO REBOLO, LUIZA DE NAÇÃO BENGUELA E O BATIZADO DO PEQUENO PEDRO: VÍNCULOS PARENTAIS DE AFRICANOS EM DESTERRO, ILHA DE SANTA CATARINA (1788/1850). Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 5, n. 10, p. 79-107, jun. 2013. ISSN 2177-2770. Disponível em: <http://www.abpnrevista.org.br/revista/index.php/revistaabpn1/article/view/203>. Acesso em: 02 abr. 2020.
Seção
Artigos