EXISTÊNCIAS NEGRAS E A VIDA EM CENAS DE USO DE CRACK

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Erick Araujo

Resumo

 O artigo é fruto de uma etnografia dos encontros entre uma equipe de Consultório na Rua da cidade do Rio de Janeiro e quem tal serviço busca atender: pessoas em situação de rua e, em particular, em cenas de uso de crack. A partir do enunciado de uma dessas pessoas, “... já tô na rua e sou preta, tenho que ficar esperta”, pretende-se explicitar os modos de funcionamento do racismo, e suas conexões concretas com o sexismo, quando em relação ao fenômeno do crack. Aponta-se, também, os meios segundo os quais as vida negras criam e recriam sua existência e seus territórios, denotando sua extensa potência criativa, mesmo em contextos que lhes impõem impossibilidades.


 

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Como Citar
ARAUJO, Erick. EXISTÊNCIAS NEGRAS E A VIDA EM CENAS DE USO DE CRACK. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 9, n. 22, p. 490-516, jun. 2017. ISSN 2177-2770. Disponível em: <http://www.abpnrevista.org.br/revista/index.php/revistaabpn1/article/view/268>. Acesso em: 09 abr. 2020.
Seção
Artigos