TRADUZINDO RAÇA EM AMBIENTES PÓS-COLONIAIS AFRO-AMERICANOS: BELOVED DE MORRISON E SUAS DUAS DAMAS

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José Endoença Martins

Resumo

Este artigo compara duas traduções brasileiras do romance Beloved, de Toni Morrison. A primeira foi publicada em 1994; a outra, em 2007 – as duas como Amada. A análise se concentra no sermão que Baby Suggs faz a seus ouvintes, exortando-os a cuidar do próprio corpo. O artigo gira em torno da ideia de que Beloved e suas duas Amadas conversam e, assim, ativam a significação, conceito que, de acordo com Gates (1988), explica como o diálogo entre textos involve a “repetição e a revisão ou a repetição com um sinal da diferença” (GATES, 1988, xxiv). A conversa do romance fonte com os textos alvo envolve duas teorias da tradução: fluência e resistência; duas modalidades de intervenção translatória: omissão e adição; e três tipos de estratégias: sintática, semântica e pragmática. Estas categorias distintas ajudam o leitor a apreender a tradução como um continuum por meio do qual um texto fonte específico se encontra com seus textos-alvo equivalentes e, em seguida, retorna à sua origem.

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Como Citar
MARTINS, José Endoença. TRADUZINDO RAÇA EM AMBIENTES PÓS-COLONIAIS AFRO-AMERICANOS: BELOVED DE MORRISON E SUAS DUAS DAMAS. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 3, n. 6, p. 61-82, fev. 2012. ISSN 2177-2770. Disponível em: <http://www.abpnrevista.org.br/revista/index.php/revistaabpn1/article/view/352>. Acesso em: 02 abr. 2020.
Seção
Dossiê Temático