O QUE PROFESSORES CALAM E DIZEM SOBRE A PRESENÇA AFRICANA NO ENSINO DE MATEMÁTICA?

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Gustavo Henrique Araújo Forde

Resumo

Este artigo analisa os sentidos e significados explícitos e implícitos acerca do lugar que a África ocupa na visão de professores de matemática que atuam em uma rede pública de ensino fundamental. A análise partiu do pressuposto de que na escola dialoga-se desde a infância sobre o que é “ser” negro, branco ou mestiço, a partir de interlocutores eurocêntricos, tais como o currículo escolar, o material didático e as práticas curriculares que (re)produzem a ideologia da branquitude. O artigo pretende contribuir para ampliar o campo dos estudos étnico-raciais e afrodescendentes no ensino de Matemática, cujas análises apontam o apagamento das matrizes africanas na historiografia da matemática e a desafricanização do antigo Egito como problemáticas a serem interrogadas nos cursos de formação de professores.

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Como Citar
FORDE, Gustavo Henrique Araújo. O QUE PROFESSORES CALAM E DIZEM SOBRE A PRESENÇA AFRICANA NO ENSINO DE MATEMÁTICA?. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 9, n. 22, p. 251-272, jul. 2017. ISSN 2177-2770. Disponível em: <http://www.abpnrevista.org.br/revista/index.php/revistaabpn1/article/view/407>. Acesso em: 25 fev. 2020.
Seção
Dossiê Temático