SOCIEDADES RECREATIVAS E ASSOCIATIVISMO NEGRO: AGREMIAÇÕES EM SANTA CATARINA NO PÓS-ABOLIÇÃO (1903-1950)

  • Júlio César da Rosa UNISINOS

Resumo

Este artigo tem por finalidade discutir como as sociedades recreativas foram interpretadas por pesquisadores, que se preocuparam em analisar essas organizações de afrodescendentes no pós-Abolição. Por meio de revisão bibliográfica e exercício de microanálise, podemos perceber os limites e os avanços que o debate sobre esses espaços da comunidade afro-brasileira provocaram e provocam no meio acadêmico. Longe de esgotar interpretações sobre essas agremiações, procuramos apreender quais conceitos estavam e estão sendo utilizados, e como essas pesquisas influenciaram e influenciam o debate sobre as relações raciais no Brasil. Igualmente, entender o debate que permeava o tema das sociedades recreativas, o momento em que elas foram construídas e em que condições surgiram, bem como suas finalidades. Nossas análises partem do método microanalítico e seu arcabouço conceitual e interpretativo, compreendendo a complexidade que permeia a construção dessas sociedades recreativas de afrodescendentes no pós-abolição.

Publicado
Nov 3, 2017
Como Citar
ROSA, Júlio César da. SOCIEDADES RECREATIVAS E ASSOCIATIVISMO NEGRO: AGREMIAÇÕES EM SANTA CATARINA NO PÓS-ABOLIÇÃO (1903-1950). Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 9, n. 23, p. 223-248, nov. 2017. ISSN 2177-2770. Disponível em: <http://www.abpnrevista.org.br/revista/index.php/revistaabpn1/article/view/413>. Acesso em: 13 dez. 2017.