REEXISTÊNCIA INDÍGENA NA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA: PARA ALÉM DO ACESSO AO ENSINO SUPERIOR

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Joel Anastacio Renato Pereira Letícia Fraga

Resumo

O objetivo deste texto é apresentar testemunhos de reexistências (Achinte, 2009; Limberti, 2015; Souza Filho Et Al., 2016; Doebber, 2017), de estudantes indígenas, alunos da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Paraná, os quais relatam suas estratégias de enfrentamento de toda sorte de dificuldades, especialmente as que envolvem situações de racismo por parte da sociedade não-indígena, incluindo aí a comunidade universitária. Quando chega à instituição, o indígena percebe que “passar no vestibular” e “entrar na universidade” não são sinônimos e que precisa conquistar seu direito a estar ali diariamente, já que a universidade não foi pensada como um espaço a ser frequentado por indígenas. No entanto, mesmo nesse cenário hostil, que não paradoxalmente também é o único caminho que lhe trará mais oportunidades, a figura do “indígena universitário” se firma, a partir especialmente da organização dos próprios indígenas, que lutam tanto pelo acesso, quanto pela permanência no Ensino Superior, situações das quais a universidade só tem a se beneficiar, caso tenha sensibilidade de percebê-las dessa forma.

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Como Citar
ANASTACIO, Joel; PEREIRA, Renato; FRAGA, Letícia. REEXISTÊNCIA INDÍGENA NA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA: PARA ALÉM DO ACESSO AO ENSINO SUPERIOR. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 10, p. 243-261, jan. 2018. ISSN 2177-2770. Disponível em: <http://www.abpnrevista.org.br/revista/index.php/revistaabpn1/article/view/539>. Acesso em: 15 ago. 2018.
Seção
Caderno Temático