PENSANDO SOBRE GÊNERO E SEXUALIDADE NA SAÚDE: NOTAS SOBRE A EXPERIÊNCIA DO LABTRANS/UFRB/CNPq

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Fran Demétrio Marcus Vinicius Silva Santiago-Silva Thiago Barcelos Soliva Deise Queiroz da Silva Maria Helena de Brito Carvalho Dias Arthur Hatiro Silva Ozawa Everaldino Santana Rodrigues Marcos Vinicius Nery Damasceno Andressa Lélis Angelin Daniela Santos de Jesus Tiago Botelho

Resumo

Este artigo objetiva relatar a experiência de co-construção dos trabalhos desenvolvidos e as vivências discentes no (co)Laboratório humano de estudos, pesquisa e extensão transdisciplinares em integralidade do cuidado em saúde e nutrição, gêneros e sexualidade – LABTRANS, no Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), o qual faz parte do Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq. O LABTrans/UFRB/CNPq nasceu num contexto de movimentos políticos vivenciados pela líder do grupo, que em 2015, iniciou um processo de transgressão de gênero, passando a se reconhecer e ser reconhecida com a identidade de mulher transgênera. Estes movimentos ganharam eco de alguns discentes incomodados com a gritante desigualdade de gêneros na academia, na ciência e na sociedade, marcada, sobretudo, pela invisibilização, opressão e marginalização das existências trans e travestis, bem como com a visão essencialista de gênero e sexualidade que orienta a formação em saúde. O LABTrans, então, se construiu com a perspectiva de pensar a integralidade do cuidado em saúde considerando as dimensões de gêneros e sexualidades por um viés interseccional e decolonial. Dentre as atividades desenvolvidas pelo grupo, destacam-se a realização da atividade extensionista intitulada “Transcine: cinema, gêneros, sexualidades e saúde”, cujo objetivo é proporcionar diálogos crítico-reflexivos sobre as questões de gênero e sexualidades que perpassam a saúde, a partir da leitura cinematográfica. Outra atividade é o “Café dissidente”, que permite a participação tanto da comunidade interna do CCS como a externa, a qual tem por objetivo criar espaços de conversas e debates críticos, regados por café, sobre assuntos e temas que reclamam por dissidências no campo da Saúde e correlatos. Além dessas atividades, o Labtrans tem realizado pesquisas sobre a integralidade do cuidado em interface com as questões de gênero, sexualidade e raça entre outros marcadores sociais, e estabelecido parcerias com lideranças religiosas afro-brasileiras e artistas, com intuito de ampliar o espectro de cuidados em saúde por um prisma decolonial, valorizando o diálogo pluriepistêmico, intercultural e transdisciplinar.

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Como Citar
DEMÉTRIO, Fran et al. PENSANDO SOBRE GÊNERO E SEXUALIDADE NA SAÚDE: NOTAS SOBRE A EXPERIÊNCIA DO LABTRANS/UFRB/CNPq. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 10, p. 483-504, jan. 2018. ISSN 2177-2770. Disponível em: <http://www.abpnrevista.org.br/revista/index.php/revistaabpn1/article/view/551>. Acesso em: 18 dez. 2018.
Seção
Caderno Temático