SOBRE O CORPO RACIALIZADO EM CAMPO: MASCULINIDADES NEGRAS E SUAS IMPLICAÇÕES PARA O TRABALHO DE CAMPO ANTROPOLÓGICO

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Gilson José Rodrigues Junior

Resumo

Este artigo tem como principal objetivo analisar as diferentes formas como o racismo estrutural se manifesta cotidianamente, tendo como ponto de partida o desenvolvimento do trabalho de campo antropológico. Nesse sentido, a própria experiencia do autor serviu como ponto de partida para tal discussão, tendo em vista que, a partir de uma perspectiva interseccional, o lugar do homem negro não é o da produção intelectual. Pelo contrário as masculinidades negras, a partir da naturalização de perspectivas hegemônicas, tende a ser isolada simbolicamente, reduzida a virilidade – potência sexual – e força física, alvo de medo, o que por meio de uma necropolítica, parece justificar as execuções tão comuns de jovens homens negros. As reações de surpresas que os interlocutores demonstram, revela, na realização de uma etnografia multissituada, que este corpo racializado não pode ser mais ignorado na construção do conhecimento antropológico.

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Como Citar
RODRIGUES JUNIOR, Gilson José. SOBRE O CORPO RACIALIZADO EM CAMPO: MASCULINIDADES NEGRAS E SUAS IMPLICAÇÕES PARA O TRABALHO DE CAMPO ANTROPOLÓGICO. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 11, n. 30, nov. 2019. ISSN 2177-2770. Disponível em: <http://www.abpnrevista.org.br/revista/index.php/revistaabpn1/article/view/815>. Acesso em: 12 dez. 2019.
Seção
Dossiê Temático