SOBRE AS POSSIBILIDADES DE REALIZAÇÃO DA FILOSOFIA AFRICANA E A CRÍTICA DA NEGRITUDE SENGHORIANA SEGUNDO MARCIEN TOWA

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Roberto Jardim da Silva

Resumo

Neste trabalho, busca-se evidenciar e discutir a problematização que o filósofo camaronês Marcien Towa faz do pensamento filosófico negro africano a partir dos anos 1960/70 e os caminhos que ele aponta para a realização da Filosofia. Em um primeiro momento, será apresentado o diagnóstico que Towa faz do caminho que o pensamento filosófico africano tomou após o fim do processo colonial. Nessa problematização, ele critica, sobretudo, o pensamento de Léopold Sédar Senghor, que propõe um tipo de negritude que tem como armadilha sua própria articulação teórica, que é dualista e universalista e tem como base a etnofilosofia, que maximiza a concepção de que a Europa contribui na construção da história da humanidade com a razão e a África com a emoção e o misticismo. Towa aponta como caminho, abandonar essa perspectiva de negritude e, a partir da evidenciação da racionalidade encontrada na estrutura das diferentes culturas africanas, apresentar uma África que contribui racionalmente e culturalmente com a história universal.

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Como Citar
JARDIM DA SILVA, Roberto. SOBRE AS POSSIBILIDADES DE REALIZAÇÃO DA FILOSOFIA AFRICANA E A CRÍTICA DA NEGRITUDE SENGHORIANA SEGUNDO MARCIEN TOWA. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 12, n. 31, fev. 2020. ISSN 2177-2770. Disponível em: <http://www.abpnrevista.org.br/revista/index.php/revistaabpn1/article/view/826>. Acesso em: 10 abr. 2020.
Seção
Dossiê Temático