EDUCAÇÃO PARA AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: ÁFRICA PRÓXIMA E SEPARADA DE NÓS!

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Antonio José de Souza

Resumo

O presente trabalho é, inicialmente, uma imersão nas minhas memórias de estudante que apenas sabia o que lia sobre o “continente negro”, impregnado de descrições nebulosas como a divulgação de cenários horrendos e pestes violentas; razões, portanto, que justificavam a expedição protagonizada pelos colonizadores ocidentais, resultando na prosperidade europeia que, com o desígnio expansionista, espraiou-se para outros territórios, irrompendo como o “berço” da civilização, em agravo ao continente africano. Nesse sentido, o objetivo maior é tomar, aqui, o continente africano como foco de pesquisa, ultrapassando os registros superficiais. Portanto, trata-se de um estudo a partir da percepção de um adulto que, hoje, consciente da negritude, orgulha-se em fazer a travessia do velho Atlântico em direção aos registros históricos de uma África fidedigna. Ao final do estudo, evidencia-se a necessidade de uma política de formação para a diversidade, contemplando, sobretudo, a perspectiva da identidade e da cultura afro-brasileira, historicamente marcada pelo silenciamento e pela negação nas escolas brasileiras.

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Como Citar
DE SOUZA, Antonio José. EDUCAÇÃO PARA AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: ÁFRICA PRÓXIMA E SEPARADA DE NÓS!. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 12, n. 32, p. 297-325, abr. 2020. ISSN 2177-2770. Disponível em: <http://www.abpnrevista.org.br/revista/index.php/revistaabpn1/article/view/873>. Acesso em: 06 ago. 2020.
Seção
Artigos