FORJANDO AUTONOMIAS: PRÁTICAS DO OFÍCIO DE FERREIRO ENTRE ESCRAVIZADOS E LIBERTOS. MINAS DO FERRO, SÉCULO XIX

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Maura Silveira Gonçalves de Britto

Resumo

O presente artigo visa analisar algumas experiências entre escravizados e libertos nos trabalhos de transformação do ferro nas Minas do ferro, durante o Oitocentos. Destacando a participação desses artífices em uma área de grande concentração de ferreiros, parte das experiências desenvolvidas por eles na Itabira do Mato Dentro para identificar o horizonte de liberdade que vivenciavam a partir de seu ofício. Para tanto, através da análise de inventários, listas nominativas e dos censos provinciais de 1833 e 1872, pudemos apontar as características desses ferreiros (cor, idade, condição jurídica, estado civil, domicílio em que residiam, grupos familiares, entre outros dados), assim como sua localização no espaço da cidade. Esses dados em conjunto permitiram a percepção das relações criadas por esses ferreiros em torno de seu ofício; as relações de aprendizagem, relações de prestação de serviços, entre brancos, crioulos, e africanos; livres, libertos e escravizados. Relações forjadas pelo trabalho com o ferro que permitiam a tais artífices uma autonomia de trabalho e experiências de liberdade construídas antes mesmo da conquista da alforria.

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Como Citar
DE BRITTO, Maura Silveira Gonçalves. FORJANDO AUTONOMIAS: PRÁTICAS DO OFÍCIO DE FERREIRO ENTRE ESCRAVIZADOS E LIBERTOS. MINAS DO FERRO, SÉCULO XIX. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 12, n. Ed. Especi, p. 260-287, ago. 2020. ISSN 2177-2770. Disponível em: <https://www.abpnrevista.org.br/index.php/site/article/view/938>. Acesso em: 27 out. 2021.
Seção
Caderno Temático